Na indústria, a conta de energia raramente é alta só por causa do consumo. Boa parte do valor vem de cobranças evitáveis e de contratos mal ajustados. Antes de qualquer investimento, vale analisar as últimas 12 faturas e medir a instalação. Estas são as medidas com melhor retorno que aplicamos em clientes de Salvador e do Polo de Camaçari.
1. Eliminar a cobrança de energia reativa excedente
Quando o fator de potência fica abaixo de 0,92, a distribuidora cobra a energia reativa excedente. Um banco de capacitores automático, dimensionado a partir de medições, elimina essa cobrança. Em plantas com muitos inversores, é preciso avaliar as harmônicas antes, para evitar ressonância. Entenda os riscos em baixo fator de potência em indústrias.
2. Ajustar a demanda contratada
Consumidores atendidos em média tensão (grupo A) pagam pela demanda contratada, mesmo quando não a utilizam. Se a demanda medida ultrapassa o contratado além da tolerância de 5%, a parcela excedente é cobrada com tarifa de ultrapassagem, que é o dobro da tarifa normal. Contratar demais desperdiça dinheiro todo mês; contratar de menos gera multa. O histórico de medições mostra o valor adequado.
3. Revisar a modalidade tarifária
As modalidades verde e azul cobram de forma diferente o consumo e a demanda no horário de ponta. A escolha certa depende do perfil de carga da sua planta. Uma simulação com as faturas reais mostra qual modalidade custa menos.
4. Tirar cargas do horário de ponta
No horário de ponta, a energia é muito mais cara. Processos que podem ser deslocados, como bombeamento, carregamento de baterias, fornos com inércia térmica e câmaras frias com pré-resfriamento, geram economia imediata quando programados para fora desse período.
5. Modernizar a iluminação
Trocar lâmpadas de vapor metálico, vapor de sódio e fluorescentes por LED com projeto luminotécnico reduz o consumo de iluminação em até 60% a 70%, diminui a carga térmica do ambiente e a manutenção. O projeto garante o nível de iluminância exigido pela NBR ISO/CIE 8995-1 sem excesso de luminárias. Veja os tipos de luminárias industriais mais indicados.
6. Motores eficientes e inversores de frequência
Motores representam a maior parte do consumo industrial. Substituir motores antigos ou rebobinados várias vezes por motores de alto rendimento e instalar inversores de frequência em bombas, ventiladores e exaustores, que funcionam com vazão variável, reduz bastante o consumo dessas cargas.
7. Atacar perdas na própria instalação
Conexões frouxas, cabos subdimensionados, transformadores operando com baixa carga ou com harmônicas elevadas desperdiçam energia em forma de calor. A termografia localiza os pontos quentes e a análise de qualidade de energia mostra harmônicas, desequilíbrios e perdas.
8. Avaliar mercado livre e geração própria
Desde 2024, consumidores do grupo A podem migrar para o mercado livre de energia, negociando o preço da energia diretamente com comercializadoras. Sistemas fotovoltaicos próprios ou em geração compartilhada também podem reduzir o custo. As duas alternativas exigem estudo do perfil de consumo e da instalação elétrica.
Por onde começar
- Reúna as últimas 12 faturas de energia.
- Instale um analisador de energia por pelo menos uma semana de operação normal.
- Com os dados, priorize as medidas pelo retorno: fator de potência e demanda contratada costumam pagar o investimento primeiro.
A Kriart faz esse diagnóstico completo para indústrias em Salvador e Camaçari. Fale com um engenheiro.

